sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010

Só porque 2010 foi um ano marcante, do qual me lembrarei com carinho. Ano de mudanças; mudança de colégio, mudança de hábitos, de cabelo, de comportamento, de ideias, de gostos. Ri, brinquei, me apaixonei, repliquei, fiz amigos, fui derrubada por eles, fiz campanha, grupo de debate, vestido, trabalhos e mais trabalhos, planos e mais planos... Alguns eu cheguei a realizar, outros, bom... ou cortei ou, na preguiça, deixar pra amanhã... 2011!

Dando continuidade ao meu post "Coisas que eu Aprendi", que pode ser lido através desse link (http://flyinthemoon.blogspot.com/2010/08/coisas-que-eu-aprendi.html), falarei aqui mais coisas que eu aprendi...

Aprendi que o mundo dá voltas... Aprendi o quanto somos capazes de mudar, de nos doar. Aprendi que a inveja, a dor e a competição existem, mas devemos rir e sentir pena. Assim, aprendi que não devemos odiar as pessoas, mas rir do que elas fazem, ter compaixão... Rir sempre, como disse Chaplin.
Aprendi que a diferença pode nos tornar tão iguais a ponto de nos tornar irmãos... Aprendi que diferenças coexistem, e que quem as nega ou as considera tanto a ponto de idealizar um mundo de igualdade geral, sem diferença, sem coexistência, é um completo abobado. Aprendi a gostar de exatas, aprendi a ter amigos de todos os tipos. Aprendi a ter amigos.
Aprendi que devo amar a tudo e todos. Amar o que eu faço, amar as pessoas à minha volta, amar a Natureza, amar à Deus e aos ateus, amar o mundo. Aprendi que a vida é bela.

Feliz Ano Novo, gente! Muita paz, luz e coisas boas!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Este aqui é o meu trabalho de História, baseado nas mulheres de Atenas e suas vidas.



š -> Como deve agir a mulher a fim de construir sua cidadania?

A mulher deve, antes de tudo, lutar por seus direitos. Em uma sociedade machista como a nossa, a mulher passou por muitos preconceitos em sua caminhada para tornar-se uma cidadã. Deve fazer valer seus direitos, que muitas vezes foram conquistados com tanto afinco, e sempre buscar mais, com sua força característica.

š-> Texto:

Mirem-se nas mulheres da História

“Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas”, dizia Chico Buarque em sua música “Mulheres de Atenas”. A letra cita a vida de uma mulher em plena Grécia Antiga. Há divergências sobre o tratamento das mulheres nesse período da História. Em Creta, a mulher era muito respeitada, pois era uma sociedade matriarcal, com uma divindade principal feminina, a “Deusa-Mãe”. Em Esparta, as mulheres eram respeitadas por serem as mães dos “bravos soldados de Esparta”, assim recebendo educação do governo.
Porém, em Atenas, as mulheres eram criadas para cuidar da casa; pouquíssimas sabiam ler e escrever, e as mais abastadas chegavam a ficar isoladas em um canto da casa a tecer ou cuidar e educar as filhas, que eram educadas apenas para o trabalho de casa, podendo sair de casa apenas com o marido a poucos lugares onde eram aceitas, com idade já avançada para não atrair olhares comprometedores. Isto comprova que as mulheres sempre dependiam de algum homem em todas as fases de sua vida, além de, junto com os escravos, não eram consideradas cidadãs, não tendo assim voz na sociedade, sendo respeitadas quando anciãs.
Hoje em dia, a ideia de “Mulheres de Atenas” abomina a maior parte das mulheres. Ora, no mundo atual de mulheres de jornada tripla, mulheres provedoras, mulheres divorciadas e felizes, mulheres libertas graças a todas as conquistas, todos os direitos, a luta manchada por sangue, suor e lágrimas – muitas delas -, ainda existem mulheres que “secam por seus maridos” – que nem sempre são orgulho -, buscando às vezes a “segurança do casamento” pregada pela sociedade, mantendo um casamento pelos filhos, trabalhando para sustentar uma casa, sendo violentadas física e moralmente... Em pleno século XXI!
Nós, mulheres, geramos a humanidade. Temos direito ao respeito destinado para quem é capaz de dar a vida (sem desmerecer os homens). Temos direito a um mundo de condições iguais, direito a sermos respeitadas por nosso intelecto, por nossa força interior.
Termos o direito conquistado pelas mulheres da História, registradas em livros ou não. Direito de não sermos apenas mulheres de Atenas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal...

Sinto saudade dos Natais da minha infância. 
Todo mundo em volta de uma mesa, família, amigos, aquele clima de amizade, união e amor... e a minha ignorância do mundo lá fora.
Saudade do tempo em que eu apenas me importava comigo, não tinha problemas, a vida era brincar, estudar, brincar estudando, estudar brincando. 
Saudade de quando o mundo era colorido, não essa imensidão cinza.
Saudade do tempo em que eu pensava que amor era apenas o de pai e de mãe, que nunca acaba. 
Saudade de um tempo distante que não volta mais... Apesar de odiar isso, Natal é saudade. 
Saudade do seu único significado, que cada dia é tomado por mais "Compre!", "Coca-Cola", Papai Noel, presentes, modismo, mídia. 
Saudade desse Messias que sempre nasce em nossos corações todo ano, mas que cada vez é menos lembrado.
Um Feliz Natal a todos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Bom, para dar uma variada nos conteúdos deste humilde blog, resolvi postar algumas poesias minhas a pedido da minha editora-chefe (dona Nayra Larissa) e tbm pq eu decidi homenagear o meu público (que pode ser grande ou uma meia dúzia, enfim, quem ainda se presta).

Bom proveito!


Cantiga de Amigo nº 1.

Meu amigo, onde tu estás?
Em que lugar do Universo?
Não vês que toda essa distância
É o meu fardo mais perverso?

Meu amigo, por que é tão fácil
Fraquejar, temer e desistir?
Por que pareces ser assim tão hábil
Para encantar-me e logo partir?

Meu amigo, como eu te quero,
Não sabes a proporção.
Por que tem de ser esse inferno?

Porque o amor é feito de compreensão,
É esse sentimento tão terno,
Amigo, aceita o meu coração.

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Cantiga de Amigo nº 2

Queria que estivesses aqui,
Ao meu lado, ou em meus braços.
Queria mesmo era saber se
Tu aí queres os meus abraços.

Queria poder te ouvir sussurrar
Ao pé do meu ouvido, o quanto me quer.
E de repente, amigo, os seus olhos mirar
Queria poder nos seus olhos me perder.

Queria que me abraçasses, sem hesitar
E assim ficaremos vendo as 11 dimensões passar
Sem medo, pois contigo sei que posso ficar

Sinto que daí onde estás
A minha boca encontra a tua
E assim desafiamos o impossível ao beijar.

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Sem Título

Como queria te sentir aqui,
Ao meu lado, nada mais.
Sentir teus lábios roçarem os meus...
Por Deus, isso é demais?

A minha mente não pensa mais por si,
Se devaneia, até cansar.
Como se pudesse sentir suas mãos em mim
Como se assim eu pudesse flutuar.

Como se a tua voz chegasse a mim
E me sussurrasse os mais lindos poemas
E esses fonemas teus me deixam assim.

É incrível como longe de mim
Ainda tens esse poder.
Eu queria que não fosse assim
(A vida é assim...Fazer o quê?)

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Bom, estão aí. Dúvidas/Reclamações/Sugestões? Apresenta nos comentários.

sábado, 6 de novembro de 2010

Livros

Quem me conhece sabe: eu sou uma pessoa que lê muito, muito, muito mesmo. Os livros são uma paixão que tenho desde muito nova, e acho que a terei por muito mais tempo, portanto não deve ser paixão, deve ser amor mesmo, para durar assim tanto tempo. Os livros, esse monte de papel manchado de tinta, já me fizeram rir, chorar, me comover, me enojar, já me protegeram e me serviram de abrigo muitas vezes. Sim, esses montes de papel manchados de tinta. 
Não que eu ache livros melhores que pessoas, longe disso, pois existem muitas coisas que não estão escritas nos livros de papel e tinta, mas nos livros de carne e osso. Sim, cada um de nós, todos temos uma história, livros têm histórias contidas neles, logo, somos todos livros. Um conselho? Não seja analfabeto. Aprenda a ler as pessoas à sua volta, é gratificante por te fazer aprender muito, tanto como um livro de papel (ou um e-book, por que não?). Boa leitura.

domingo, 17 de outubro de 2010

Tipo Julieta e Romeu

Dia desses, comecei a ler "Romeu e Julieta"(Shakespeare), por que não tinha nada mais para fazer (é, pessoas nerds lêem em suas horas de ócio). Adoro o livro, não contesto que é um dos livros mais bem-escritos da História, mas... O problema é que todos têm esse casal como base para um relacionamento, como se a tragédia fortalecesse o amor, com muitas lágrimas e lamúrias...É estranho termos como base o amor de duas pessoas que se mataram por amor e morreram por um mero engano... 
É poético? É. 
É bonito? Muitas pessoas acham...Apesar de eu achar muito estranho o fato de "morrer de amor", tipo aqueles livros da Era Romântica, que os mocinhos padeciam de saudade por não terem suas amadas com eles, por causa de casamento prometido, platonismo, lugares distantes, doenças ou até mesmo a morte, e vice-versa...
Não me sinto uma Julieta porque não passo as noites no meu balcão (minha casa é térrea) esperando meu amado. E também porque em pleno século XXI já existe uma boa liberdade para escolhermos por nós mesmos e acho que nem tudo se resolve na ponta de uma espada, assim como em mil-cento-e-lá-vai-pedrada. Sem falar que, se existisse celular na época em que se passa a história, não ia ter dado esse rolo todo e a tragédia viraria um romance. Sem falar que me acho mais bem-humorada que a Julieta, hehe. 

(Texto escrito por alguém que já leu "Romeu e Julieta" um monte de vezes, mas sempre chora no final ;D) 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sobre reações químicas e físicas (eu amei esse título!by:carol mor!)

Bom, para quem achou que esse seria um artigo científico deve reler as postagens do blog, por que o tema não é bem esse (mas podia ser... quem sabe?).
Sabe, estamos sujeitos a várias reações químicas e físicas (quem presta atenção nas aulas de biologia sabe! ou física, química... Ah, vocês entenderam!)... Por exemplo, eu sou uma pessoa bem sujeita à Lei da Gravidade... Outros à Lei da Inércia... Enfim.
Mas existem reações químicas e físicas que são utilizadas para explicar um fenômeno que vai acontecer um dia na tua vida, se já não aconteceu, claro. Adivinha?
Só podia ser a paixão, claro! Afinal de contas, 90% dos meus textos são sobre ela... Mas com o meu ponto de vista "romántica, pero sin perder la razón", se é que me entendes. Às vezes queria saber o porquê da taquicardia, da perda de apetite, das borboletas no estômago... E só encontrava e dava razão às explicações mais elaboradas dos livros de biologia, quando um dia percebi que a explicação para tudo era bem mais ilógica, menos racional (o que me deu uma dor, confesso) e bem mais completa, apesar de tudo. O que eu posso fazer agora?
É bem tipo aquela letra da Legião Urbana, "Love Song" (confiram... é legal, uma cantiga de amor na voz do Renato... É bom um pouco de cultura de vez em quando). Não sei direito o que é o amor, só ouvi falar nele, sei que ele quer me deixar louca, mas pedirei para que me protejam ou me joguem às feras. E assim começa tudo, outra vez.

sábado, 18 de setembro de 2010

Here we go again

Aqui estamos nós de novo... Ok, eu me encontrava meio sumida, fazia um baita tempo que eu não escrevia, estava tentando achar algo de útil e que pudesse mudar a vida de alguém com as minhas palavras (tá, isso pareceu discurso de político, mas com toda essa agitação de jingles, discursos e promessas, impossível pensar em outra coisa).
Sabe quando tudo acontece ao contrário do que a gente pensa que ia acontecer? Eu, como escritora, tenho essa mania estranha de brincar de ser Deus e querer adivinhar o que vai acontecer de agora em diante, ou ver tudo, saber de tudo.
E é aí que entra o fato de eu ser uma mera humana, que comete erros (mui-tos!) e não conseguir saber nem se amanhã eu me encontrarei viva. E nem se o mais insano, o mais improvável e maluco dos meus pensamentos e ideias pudesse se materializar... Ou então que devemos dar ouvidos às ideias mais malucas de alguns amigos (imagina se não tivessem dado ouvidos ao Benjamin Franklin e ele, sem estímulo nenhum, não tivesse inventado a energia elétrica? É, ao menos eu não estaria aqui enchendo o saco de alguém que ainda tem paciência de ler o que eu escrevo até o fim.), por que talvez eles estejam certos. Ou não...
O que importa mesmo aqui é que a vida é a coisa mais nonsense que eu já vi, e que o destino adora tirar uma com a minha cara e frustrar o que eu, de apressada que sou, já estava escrevendo como o meu presente. E haja Backspace que corrija tudo isso.

P.S: Agradeço ao Linden Nerd pelo pitaco.

domingo, 15 de agosto de 2010

Coisas que eu aprendi

Certo dia parei pra pensar no que eu estava vivendo esse ano. Não posso negar que foi um ano (ou metade dele, sei lá eu) muito diferente, de virar a cabeça do avesso.
Aprendi que um livro nunca deve ser julgado pela capa (é uma metáfora "inesperada" vinda de alguém como eu que amo livros, não?), tanto no bom sentido quanto no mau.
Aprendi que as exatas não são assim tão deprimentes, é questão de não ter medo delas.
Aprendi que às vezes a solidão é melhor do que a hipocrisia, que a verdadeira amizade independe de sexo, raça, religião ou distância.
Aprendi que amigos sentem por ti em algumas ocasiões, e são capazes de tudo, desde te fazer rir ou querer matar alguém. Aprendi que olhos de vidro, em algumas situações, parecem ser mais verdadeiros do que os olhos humanos.
Aprendi que a emoção nem sempre é inútil e pode fazer-nos escapar de boas, tanto quanto a razão.
Aprendi que lobos existem e que devemos ter cuidado, pois pode parecer o cordeiro mais genuíno do mundo.
Aprendi que querer viver "pedindo licença para existir" é a pior roubada que existe.
Aprendi que ter medo é uma roubada pior ainda, e que quem o dribla merece os parabéns.
E aprendi também que escrever pode ser a melhor coisa que há.

sábado, 7 de agosto de 2010

Para começo de post, é bom falar que o meu orgulho deve ter ido dar uma volta em Antioquia. Por que só assim para falar...
Queria saber o porquê de eu ter um medo desgraçado de tudo o que eu não sei, de tudo o que desconheço, ter medo do futuro, a quem sempre olhei otimista... Ultimamente eu não sei de mais nada, o que pode ser horrível para alguém que gosta de saber tudo o que for possível.
Tudo estava tranquilo, as minhas ideias em ordem, e de repente eu me sinto em meio ao ataque de Hiroshima e Nagasaki, tudo havia se transformado em caos e poeira, orgulho, medo e impotência.
Às vezes eu acho que tudo deve-se à maneira como enxergo as coisas, a minha vida, enfim, tudo. Tenho uma mania irritante de ver tudo de cima, como se eu fosse uma mera personagem da minha vida. De ver tudo com o senso mais prático e racional. De achar que talvez isso tenha importância para alguém. De achar que tudo isso levará a alguma coisa. De achar que alguém lerá e tirará proveito... Quem sabe?

P.S: Antioquia era uma cidade da Turquia. Tenho mania de usá-la para dizer que "está longe" ou "foi para longe".

sábado, 31 de julho de 2010

Sobre confiança e rosas despedaçadas


"Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente considerando-a. Se refere a dar crédito, considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro. Aceitar a priori a decisão de outra pessoa. Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. Sem essas provas, o indivíduo tende a basear-se apenas na informação dada (ou a falta dela) acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento longe da verdade." (Wikipédia)

Confiança, segundo o meu ponto de vista, é uma das melhores coisas que recebemos dos outros. Contudo, é uma das coisas mais frágeis. Assim como uma roseira, ou uma rosa. Uma pessoa te dá, imaginando que tu não vais deixar que a rosa morra. Até que algum dia, por descuido, desleixo ou até mesmo de propósito tu deixas essa roseira tomar um vento forte, de um temporal. E essa rosa aparece totalmente despedaçada. Morta. Ou quase, com a vida apenas por um fio, ou uma pétala, ou apenas um botão.
E então, pela roseira ou até mesmo por quem te deu essa roseira, tu tentas consertar, para ver se melhora. Mas ela aparentemente não reage a um estímulo e começa a secar... O tempo passa, com suas horas, minutos, segundos e frações destes. De repente, sem saber o porquê, tu olhas para a roseira e a vê com um pequeno botão.
Afinal, eu usei toda essa metáfora para quê?
Para mostrar que a confiança é frágil, pode ser abalada facilmente, somente o tempo a cura e ela pode ser restabelecida. Mas não é fácil.

sábado, 17 de julho de 2010

Desabafo de quem caiu da lua

Queria voltar a ser aquela de antes... Queria perder a memória e esquecer tudo, ou acordar e ver que nada foi real. Mas também não sei se seria o mais sensato... É óbvio que é mais sensato, mas será que é o que eu quero?
Queria voltar a ser aquela que acreditava em anjos... Mas cada dia é mais difícil, pois eles não aparecem (ou será que aparecem?). Voltar a acreditar em finais felizes, acreditar que a vida real pode ser igual àquelas comédias românticas água-com-açúcar que vivem dando na TV... Mas quando saio de casa vejo discórdias, desilusões, que se acumulam nos meus ombros e não me deixam pensar em mais nada. Queria que a minha vida voltasse, que alguém inventasse uma máquina do tempo e eu pudesse repetir tudo o que fiz nos últimos meses.
Queria poder dormir à noite sem que aparecessem lembranças, imagens, ou sei lá... Queria que os meus sonhos, que se tornaram escassos, não fossem povoados por ti. Queria que o orgulho sobressaísse e eu não falasse isso para todos verem.
Queria estar na lua...

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre anjos, demônios e humanos.


Vários estudos falam sobre a paixão... Falam que é um sentimento biológico, puramente instintivo, um truque da natureza para que a espécie não entre em extinção.

Mas consideremos; se a paixão na maioria das vezes é platônica, isso quer dizer que ela é um pouco cerebral ainda, não é mesmo? Quando nos apaixonamos platonicamente, não nos apaixonamos por uma pessoa, mas por um ser perfeito. Apaixonamos-nos por um anjo. E essa é a concepção que temos da pessoa, que ela não tem defeitos, apesar de praticamente esfregarem em nossos rostos a verdade. Até que um dia... Ela vem à tona. Os defeitos acumulados explodem como uma bomba atômica e destroem nosso senso de razão, de medida, nos tornando absolutamente passionais. E o anjo transforma-se em demônio. Transforma-se naquele ser pelo qual temos repulsa, que odiamos em todos os sentidos, que apenas sabe fazer o mal...

Mas nos esquecemos do fundamental. Ninguém é apenas bom ou mau; somos seres humanos. E é apenas por seres humanos que nos apaixonamos. Aqueles que têm pecados e virtudes; razão e emoção. Aqueles que são responsáveis por seus atos, decisões e, principalmente, indecisões.

P.S: É bom estar de volta.

sábado, 26 de junho de 2010

Já que ninguém lê mesmo... Vou parar de postar por tempo indeterminado, até eu ter algo realmente decente escrito.

domingo, 20 de junho de 2010

Juventude...

Juventude. Estamos acostumados a ver nossos pais, avós e amigos destes se lembrarem dela suspirando... Lembrarem dos bailes, dos flertes, dos anseios e da coragem... Lembrarem dos ímpetos de mudar o mundo, da vontade de dar um basta no sistema, querer participar de manifestações, de deixar o cabelo crescer e usar camisetas de bandas de rock e do Che Guevara... Manter aquele tênis sempre no pé, não importando a opinião da tua mãe sobre querer lavá-lo ou os apelos de “Corta esse cabelo!”. Lembrarem de sonhos, de sonhar com uma humanidade pregada por John Lennon, totalmente sem fronteiras, sem preconceitos. Querer viajar de mochilão, acampar, fugir, ser dono de seu próprio nariz. Achar que todo amor é eterno, que as declarações de amor valerão para sempre...

Mas aí chega a tão temida hora de virar “gente grande”. E geralmente é quando toda essa gana se esvai, junto com as ideias de revolução e toda aquela coragem de pôr em prática as coisas mais insanas. Tudo vai para dentro de um baú, de uma mente. E apenas ficam as lembranças. Vem o casamento, os filhos, e tudo começa de novo. Os ideais, “a cara limpa e a roupa suja”, como diria Gessinger. Os protestos de uma juventude que sempre se renova.

domingo, 13 de junho de 2010

Razão e Emoção

Tá, antes que alguém fale que é o título daquela musiquinha chata e grudenta do NX Zero, é disso que eu resolvi falar hoje. Razão e Emoção... Pra quem não sabe, a razão é o lado "cabeça" de ver as coisas, um lado mais científico, um pouco filosófico, porque tu tem que pensar, e pensar mesmo. E aí chega a emoção lá... Estranha(pra mim é), impulsiva, é aquilo que te faz cogitar a hipótese de sair correndo pela rua e gritando, aquilo que te faz sorrir que nem um abobado com um simples "oi", aquilo que te faz querer fazer as coisas mais absurdas. Ao meu ver, tipo o anjinho e o diabinho que ficam do lado da cabeça daqueles personagens de desenhos animados. E se ocorre o encontro entre esses dois fatores antagônicos? Eles entram em choque! Quem é que se ferra com isso? A gente! Na melhor das hipóteses, te dão um nó na cabeça. E te deixam pior do que estava antes, sem recorrer a eles. Mas é a vida...

sábado, 12 de junho de 2010



Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

( Fernando Pessoa )

sábado, 5 de junho de 2010

(sem título, tô sem criatividade)

Hoje acordei e vi que não sei de mais nada... E esse sentimento me faz cair num vazio desgraçado. O certo seria eu estar fazendo o trabalho de física agora, que tem uns trocentos exercícios e mais um resumo de um capítulo lá, mas, sei lá, algo me impede, e pode crer que não é a preguiça.

Hoje acordei com uma sensação de mesmice, como se eu estivesse fazendo da minha vida um eterno déjà vu, tudo acontecendo igual a ontem...

Hoje acordei, coloquei o pé pra fora da minha cama praguejando já ter chegado a hora. Nem um minuto a mais. E aí te perdi no meio dos meus sonhos e pesadelos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crônica: A paixão é estranha...

Tu sabes quando uma paixão vai surgir na sua vida? Ninguém sabe! Com todo o respeito, nem sempre a tua cartomante vai acertar. Ela pode dizer que tu vai conhecer o teu amor eterno na fila do banco, e que terá cabelos loiros e olhos verdes, por exemplo. Mas e se por algum acaso tu te prender no trânsito, e encontrar o amor da tua vida no carro ao lado, xingando a mãe do motorista do carro à sua frente, e ele ser moreno de olhos castanhos? Realmente, a paixão é estranha... É capaz de nos apaixonarmos pelo primeiro cara que, sei lá, atravessar a rua correndo, todo despenteado, com um jeans e uma camiseta, preocupado com o horário. E aí tu ficas parada lá, perdida no tempo e no espaço, olhando para o espaço que ele acaba de deixar, com uma cara de boba e um sorriso de orelha a orelha, como se tivesse achado a melhor coisa do mundo. Aí começa a ter insônia, pensando no cara que, obviamente, nem sabe que tu existe, e ainda começa a endeusar o cara, achando que ele será o pai dos seus filhos, que terão uma linda casa e que serão felizes para sempre, além de que ele é lindo, maravilhoso, elegante e mais algumas coisas que as tuas amigas estão cansadas de ouvir. Certo dia tu pensa em ir a um restaurante e, de repente, teu instinto feminino reconhece certo vulto: é ele! Aí chega mais perto e se senta em uma mesa. Pede uma bebida para o garçom e, de repente, chega a mais linda mulher já vista. E aonde ela irá se sentar? Na mesa dele, é claro! E para completar o panorama, ele ainda para o restaurante pedindo aquela mulher em casamento. Esta aceita, e o beija. Todos batem palmas. E ninguém entende o porquê de uma mulher sair correndo em prantos do salão.


sábado, 29 de maio de 2010

Cada pessoa é uma Matrioska

Nós, como meros seres humanos, não temos o poder de ver o coração, os sentimentos, a alma de outras pessoas. Se bem que seria muita falta de privacidade... Imagina se alguém vê as tuas opiniões mais íntimas? Mas algumas pessoas parecem ter o dom de ver o interior, o emocional. E, se prestarmos atenção, veremos que somos iguais às Matrioskas, aquelas bonequinhas russas, que abrimos e sempre achamos outras por dentro. Mas um dia chegará o fim. A última. Aquilo que tu guardasses por muito tempo, o que te é mais precioso, o que tu morre de medo que descubram. Aquilo que te é mais sensível. E não sabemos como agir nessas horas... Não sabemos o que dizer... E não sabemos o que a outra pessoa vai achar, vai dizer, vai fazer. E assim ficamos na mesma. Por enquanto...

Delete...

Queria ter uma tecla de “delete”... Te apagar do meu histórico, das minhas lembranças, do meu coração. Por que fosses “cracker” a ponto de invadir o meu sistema e colocar o pior vírus que já me atingiu? Queria bater a minha cabeça numa parede, até atravessá-la, até ter uma amnésia, e esquecer tudo. Esquecer que estou aqui, esquecer o porquê de estar aqui, esquecer a razão da minha insônia de ontem. Esquecer que te amar é a causa da minha agonia, da minha alegria, das risadas nas piores ocasiões... Esquecer que tu existe, colocar na minha cabeça que nada aconteceu... E seguir viva.