sábado, 26 de março de 2011

olha aí mais um poema...

Espelho


Sinto-me no sonho mais maluco e intenso
Onde me desvio de teu anseio, tua gana
Onde cada vez mais me encho de confusão e desejos
E cada vez mais, aflita e curiosa, o destino me engana.


Onde me sinto em um labirinto de espelhos
Onde corro e fujo de uma mera imagem
Minha força me trai e caio de joelhos
De um lado para outro, perco-me em uma miragem.


Em um devaneio, estou em teus braços
E em uma confusão de abraços
Estou do outro lado do espelho.


E assim a minha mente me trai,
Passa para o lado do inimigo, 
Já digo adeus à minha paz.


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quinta-feira, 10 de março de 2011

(Poesia escrita em momento de confusão mental não causada por alucinógenos. Boa leitura. P.S: Só postei porque a Nayra pediu.)

Sinto medo de tudo à minha volta
E esse medo se disfarça de coragem
Transformando o meu cérebro em uma viagem
Transformando amor em revolta.

Medo dessa parede de cristal
Medo desse espelho maldito
Por que me fazes tão mal?
É o medo de ver verdade em mito?

O pior é querer me recolher
E deixar que o tempo leve,
Deixar que não volte nunca mais.

Ou então querer o que não posso ser
Nesse mundo tão distante
Algo que não acontecerá jamais.