domingo, 20 de junho de 2010

Juventude...

Juventude. Estamos acostumados a ver nossos pais, avós e amigos destes se lembrarem dela suspirando... Lembrarem dos bailes, dos flertes, dos anseios e da coragem... Lembrarem dos ímpetos de mudar o mundo, da vontade de dar um basta no sistema, querer participar de manifestações, de deixar o cabelo crescer e usar camisetas de bandas de rock e do Che Guevara... Manter aquele tênis sempre no pé, não importando a opinião da tua mãe sobre querer lavá-lo ou os apelos de “Corta esse cabelo!”. Lembrarem de sonhos, de sonhar com uma humanidade pregada por John Lennon, totalmente sem fronteiras, sem preconceitos. Querer viajar de mochilão, acampar, fugir, ser dono de seu próprio nariz. Achar que todo amor é eterno, que as declarações de amor valerão para sempre...

Mas aí chega a tão temida hora de virar “gente grande”. E geralmente é quando toda essa gana se esvai, junto com as ideias de revolução e toda aquela coragem de pôr em prática as coisas mais insanas. Tudo vai para dentro de um baú, de uma mente. E apenas ficam as lembranças. Vem o casamento, os filhos, e tudo começa de novo. Os ideais, “a cara limpa e a roupa suja”, como diria Gessinger. Os protestos de uma juventude que sempre se renova.

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