sábado, 31 de julho de 2010

Sobre confiança e rosas despedaçadas


"Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente considerando-a. Se refere a dar crédito, considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro. Aceitar a priori a decisão de outra pessoa. Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. Sem essas provas, o indivíduo tende a basear-se apenas na informação dada (ou a falta dela) acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento longe da verdade." (Wikipédia)

Confiança, segundo o meu ponto de vista, é uma das melhores coisas que recebemos dos outros. Contudo, é uma das coisas mais frágeis. Assim como uma roseira, ou uma rosa. Uma pessoa te dá, imaginando que tu não vais deixar que a rosa morra. Até que algum dia, por descuido, desleixo ou até mesmo de propósito tu deixas essa roseira tomar um vento forte, de um temporal. E essa rosa aparece totalmente despedaçada. Morta. Ou quase, com a vida apenas por um fio, ou uma pétala, ou apenas um botão.
E então, pela roseira ou até mesmo por quem te deu essa roseira, tu tentas consertar, para ver se melhora. Mas ela aparentemente não reage a um estímulo e começa a secar... O tempo passa, com suas horas, minutos, segundos e frações destes. De repente, sem saber o porquê, tu olhas para a roseira e a vê com um pequeno botão.
Afinal, eu usei toda essa metáfora para quê?
Para mostrar que a confiança é frágil, pode ser abalada facilmente, somente o tempo a cura e ela pode ser restabelecida. Mas não é fácil.

sábado, 17 de julho de 2010

Desabafo de quem caiu da lua

Queria voltar a ser aquela de antes... Queria perder a memória e esquecer tudo, ou acordar e ver que nada foi real. Mas também não sei se seria o mais sensato... É óbvio que é mais sensato, mas será que é o que eu quero?
Queria voltar a ser aquela que acreditava em anjos... Mas cada dia é mais difícil, pois eles não aparecem (ou será que aparecem?). Voltar a acreditar em finais felizes, acreditar que a vida real pode ser igual àquelas comédias românticas água-com-açúcar que vivem dando na TV... Mas quando saio de casa vejo discórdias, desilusões, que se acumulam nos meus ombros e não me deixam pensar em mais nada. Queria que a minha vida voltasse, que alguém inventasse uma máquina do tempo e eu pudesse repetir tudo o que fiz nos últimos meses.
Queria poder dormir à noite sem que aparecessem lembranças, imagens, ou sei lá... Queria que os meus sonhos, que se tornaram escassos, não fossem povoados por ti. Queria que o orgulho sobressaísse e eu não falasse isso para todos verem.
Queria estar na lua...

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre anjos, demônios e humanos.


Vários estudos falam sobre a paixão... Falam que é um sentimento biológico, puramente instintivo, um truque da natureza para que a espécie não entre em extinção.

Mas consideremos; se a paixão na maioria das vezes é platônica, isso quer dizer que ela é um pouco cerebral ainda, não é mesmo? Quando nos apaixonamos platonicamente, não nos apaixonamos por uma pessoa, mas por um ser perfeito. Apaixonamos-nos por um anjo. E essa é a concepção que temos da pessoa, que ela não tem defeitos, apesar de praticamente esfregarem em nossos rostos a verdade. Até que um dia... Ela vem à tona. Os defeitos acumulados explodem como uma bomba atômica e destroem nosso senso de razão, de medida, nos tornando absolutamente passionais. E o anjo transforma-se em demônio. Transforma-se naquele ser pelo qual temos repulsa, que odiamos em todos os sentidos, que apenas sabe fazer o mal...

Mas nos esquecemos do fundamental. Ninguém é apenas bom ou mau; somos seres humanos. E é apenas por seres humanos que nos apaixonamos. Aqueles que têm pecados e virtudes; razão e emoção. Aqueles que são responsáveis por seus atos, decisões e, principalmente, indecisões.

P.S: É bom estar de volta.