sábado, 26 de junho de 2010

Já que ninguém lê mesmo... Vou parar de postar por tempo indeterminado, até eu ter algo realmente decente escrito.

domingo, 20 de junho de 2010

Juventude...

Juventude. Estamos acostumados a ver nossos pais, avós e amigos destes se lembrarem dela suspirando... Lembrarem dos bailes, dos flertes, dos anseios e da coragem... Lembrarem dos ímpetos de mudar o mundo, da vontade de dar um basta no sistema, querer participar de manifestações, de deixar o cabelo crescer e usar camisetas de bandas de rock e do Che Guevara... Manter aquele tênis sempre no pé, não importando a opinião da tua mãe sobre querer lavá-lo ou os apelos de “Corta esse cabelo!”. Lembrarem de sonhos, de sonhar com uma humanidade pregada por John Lennon, totalmente sem fronteiras, sem preconceitos. Querer viajar de mochilão, acampar, fugir, ser dono de seu próprio nariz. Achar que todo amor é eterno, que as declarações de amor valerão para sempre...

Mas aí chega a tão temida hora de virar “gente grande”. E geralmente é quando toda essa gana se esvai, junto com as ideias de revolução e toda aquela coragem de pôr em prática as coisas mais insanas. Tudo vai para dentro de um baú, de uma mente. E apenas ficam as lembranças. Vem o casamento, os filhos, e tudo começa de novo. Os ideais, “a cara limpa e a roupa suja”, como diria Gessinger. Os protestos de uma juventude que sempre se renova.

domingo, 13 de junho de 2010

Razão e Emoção

Tá, antes que alguém fale que é o título daquela musiquinha chata e grudenta do NX Zero, é disso que eu resolvi falar hoje. Razão e Emoção... Pra quem não sabe, a razão é o lado "cabeça" de ver as coisas, um lado mais científico, um pouco filosófico, porque tu tem que pensar, e pensar mesmo. E aí chega a emoção lá... Estranha(pra mim é), impulsiva, é aquilo que te faz cogitar a hipótese de sair correndo pela rua e gritando, aquilo que te faz sorrir que nem um abobado com um simples "oi", aquilo que te faz querer fazer as coisas mais absurdas. Ao meu ver, tipo o anjinho e o diabinho que ficam do lado da cabeça daqueles personagens de desenhos animados. E se ocorre o encontro entre esses dois fatores antagônicos? Eles entram em choque! Quem é que se ferra com isso? A gente! Na melhor das hipóteses, te dão um nó na cabeça. E te deixam pior do que estava antes, sem recorrer a eles. Mas é a vida...

sábado, 12 de junho de 2010



Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

( Fernando Pessoa )

sábado, 5 de junho de 2010

(sem título, tô sem criatividade)

Hoje acordei e vi que não sei de mais nada... E esse sentimento me faz cair num vazio desgraçado. O certo seria eu estar fazendo o trabalho de física agora, que tem uns trocentos exercícios e mais um resumo de um capítulo lá, mas, sei lá, algo me impede, e pode crer que não é a preguiça.

Hoje acordei com uma sensação de mesmice, como se eu estivesse fazendo da minha vida um eterno déjà vu, tudo acontecendo igual a ontem...

Hoje acordei, coloquei o pé pra fora da minha cama praguejando já ter chegado a hora. Nem um minuto a mais. E aí te perdi no meio dos meus sonhos e pesadelos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Crônica: A paixão é estranha...

Tu sabes quando uma paixão vai surgir na sua vida? Ninguém sabe! Com todo o respeito, nem sempre a tua cartomante vai acertar. Ela pode dizer que tu vai conhecer o teu amor eterno na fila do banco, e que terá cabelos loiros e olhos verdes, por exemplo. Mas e se por algum acaso tu te prender no trânsito, e encontrar o amor da tua vida no carro ao lado, xingando a mãe do motorista do carro à sua frente, e ele ser moreno de olhos castanhos? Realmente, a paixão é estranha... É capaz de nos apaixonarmos pelo primeiro cara que, sei lá, atravessar a rua correndo, todo despenteado, com um jeans e uma camiseta, preocupado com o horário. E aí tu ficas parada lá, perdida no tempo e no espaço, olhando para o espaço que ele acaba de deixar, com uma cara de boba e um sorriso de orelha a orelha, como se tivesse achado a melhor coisa do mundo. Aí começa a ter insônia, pensando no cara que, obviamente, nem sabe que tu existe, e ainda começa a endeusar o cara, achando que ele será o pai dos seus filhos, que terão uma linda casa e que serão felizes para sempre, além de que ele é lindo, maravilhoso, elegante e mais algumas coisas que as tuas amigas estão cansadas de ouvir. Certo dia tu pensa em ir a um restaurante e, de repente, teu instinto feminino reconhece certo vulto: é ele! Aí chega mais perto e se senta em uma mesa. Pede uma bebida para o garçom e, de repente, chega a mais linda mulher já vista. E aonde ela irá se sentar? Na mesa dele, é claro! E para completar o panorama, ele ainda para o restaurante pedindo aquela mulher em casamento. Esta aceita, e o beija. Todos batem palmas. E ninguém entende o porquê de uma mulher sair correndo em prantos do salão.